terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Policial civil que mantinha casa de prostituição em São Gonçalo é denunciado pelo MPRJ

Lotado na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), o policial civil Adelino Mello Lima foi denunciado pelo MPRJ, por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) em conjunto com a 2ª Central de Inquéritos, por formação de quadrilha e rufianismo (exploração da prostituição). O MP também denunciou outros cinco homens que atuavam com Adelino. Contra o policial e Douglas Leonardo Sampaio, gerente da casa de prostituição Club 488, foram expedidos mandados de prisão pela 2ª Vara Criminal de São Gonçalo.


Os mandados foram entregues, segunda-feira (06/12), à Corregedoria-Geral Unificada, e Adelino acabou preso na última terça-feira (07/12). Além dele e de Douglas, o MPRJ ofereceu denúncia em face de Luiz Henrique Duarte, Claudio Marcio Soares Torres, Rubem Pereira da Silva e Carlos Eduardo da Costa Guimarães, que atuavam como sócios e gerentes da casa de prostituição, na Rua Coronel Rocha Sobrinho 488, em Alcântara, São Gonçalo.


Eles responderão por crimes contra os costumes e a dignidade sexual e contra a ordem tributária, corrupção ativa e falsidade ideológica. De acordo com a denúncia, os acusados montaram um esquema de exploração sexual sob o comando de Adelino, que tinha a função de pagar o aluguel do local a Rubem, de supervisionar as atividades e tomar decisões quanto ao pagamento de propina em troca da omissão das autoridades policiais.


Adelino teria sido responsável por montar a empresa de fachada Whiskeria Passarela 488 LTDA ME, que funcionaria como lanchonete, casa de chá e sucos. O GAECO identificou que os sócios Luiz Henrique e Cláudio Márcio figuravam como laranjas (locatários) do espaço. Os acusados arrecadavam cerca de 50% dos valores cobrados pelos programas sexuais, que variavam entre R$ 40 e R$100.

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